“Primeiramente, digo que fui honrado com a indicação do meu nome para compor a coligação para disputar a eleição deste ano para deputado federal. A convenção foi uma autêntica guerra de foices. Dezenove partidos na convenção partidária formaram o chapão. Não é novidade para mim, porque em 2016 eu participei de um chapão na eleição da ex-prefeita Eliene Nunes e consegui me eleger. Agora, imagine isso em nível de estado, com dezenove partidos para indicar 32 candidatos.
O PSC tinha seis nomes, incluindo o da deputada Júlia Marinho, que certamente já tinha vaga assegurada. Sobrariam cinco vagas para serem disputadas pelos pretensos candidatos, sendo que havia candidatos fortes da capital a essas vagas, gente bem estruturada. Nós, aqui do Oeste do Pará pleiteávamos uma vaga e, honradamente, nós fomos indicados. Então os candidatos do PSC são a deputada Júlia Marinho e eu”.
Blog do JParente – Numa hora como essa o jogo é bruto, vereador. Como ficou o clima dentro da convenção?
Júnior
Pires –
Foi uma tensão e uma tortura emocional muito grande. Todas as
articulações que podíamos fazer, nós fizemos e muito bem. A nossa
candidatura aqui no Oeste paraense é muito justificável e de fácil
compreensão de todos. Entendo que seria uma falta de respeito muito
grande do nosso partido não garantir essa vaga para nós. É a
oportunidade para os nossos
eleitores avaliarem e votarem em candidatos daqui
da região. Eu sou um dos poucos candidatos da nossa região e o
único candidato a deputado federal de Itaituba. Tenho certeza que o
eleitor vai levar isso em consideração e isso vai influenciar
positivamente na sua decisão.
Blog
do JParente – Quando você saiu de Itaituba, saiu com a expectativa
de ter seu nome confirmado, mas, lá na convenção, no ardor das
discussões para formar a coligação, chegou a temer ter seu nome
descartado?
Júnior
Pires
– Com certeza! Fiquei bastante aflito, pois, chegando a Belém eu
conversei com o presidente do partido, o vice-governador Zequinha
Marinho, que me informou que a situação estava indefinida porque
havia seis nomes colocados na mesa. Na verdade, cinco, porque a
deputada Júlia Marinho já estava na lista dos candidatos.
E
a gente concorreu
com o pessoal de Belém, que não é fraco, que tem uma militância
maior, e é a área da grande Belém que decide, então, só tinha
que ficar era mesmo preocupado. Veja
que nenhum dos vices
escolhidos pelos candidatos ao governo do Estado é da nossa região
Oeste, mesmo a gente tendo cerca de 25% dos votos! Eu fui preparado
para o sim e para o não, mas, defendi nossa proposta com convicção.
JParente
– Passado o susto e a pressão, agora é botar o time em campo…
Júnior
Pires
– A gente só vai poder sair para
a
rua para pedir votos a partir do dia 16, mas, nossa equipe está
pronta, alinhada, estamos fortalecendo o nosso grupo, que tem
recebido vários apoios, com pessoas aderindo ao nosso projeto que
visa chegar à Câmara Federal. Não digo que é fácil, porque no
nosso chapão a gente tem alguns deputados com mandato que vão
concorrer. Eu vou lutar para me eleger.
JParente
– Se os bons não comparecerem para votar no dia da eleição, os
maus políticos terão campo livre para continuar assaltando os
cofres públicos. Como você vê essa possibilidade de uma abstenção
grande ou de votos anulados ou em branco?
Nenhum comentário:
Postar um comentário