quarta-feira, agosto 08, 2018

Júnior Pires: "Não foi Fácil, mas, Consegui Confirmar meu Nome na Convenção"

Não foi muito fácil, mas, o vereador Júnior Pires teve seu nome confirmado na convenção do PSC como um dos dois únicos candidatos do chapão que reúne dezenove partidos em busca de uma cadeira na Câmara Federal. Embora acreditasse que seria incluído na lista dos candidatos da coligação da qual seu partido faz parte, havia a expectativa da confirmação, porque a pressão era muito grande, como ele disse para a reportagem do blog do Jota Parente.

Primeiramente, digo que fui honrado com a indicação do meu nome para compor a coligação para disputar a eleição deste ano para deputado federal. A convenção foi uma autêntica guerra de foices. Dezenove partidos na convenção partidária formaram o chapão. Não é novidade para mim, porque em 2016 eu participei de um chapão na eleição da ex-prefeita Eliene Nunes e consegui me eleger. Agora, imagine isso em nível de estado, com dezenove partidos para indicar 32 candidatos.

O PSC tinha seis nomes, incluindo o da deputada Júlia Marinho, que certamente já tinha vaga assegurada. Sobrariam cinco vagas para serem disputadas pelos pretensos candidatos, sendo que havia candidatos fortes da capital a essas vagas, gente bem estruturada. Nós, aqui do Oeste do Pará pleiteávamos uma vaga e, honradamente, nós fomos indicados. Então os candidatos do PSC são a deputada Júlia Marinho e eu”.

Blog do JParente – Numa hora como essa o jogo é bruto, vereador. Como ficou o clima dentro da convenção?


Júnior Pires – Foi uma tensão e uma tortura emocional muito grande. Todas as articulações que podíamos fazer, nós fizemos e muito bem. A nossa candidatura aqui no Oeste paraense é muito justificável e de fácil compreensão de todos. Entendo que seria uma falta de respeito muito grande do nosso partido não garantir essa vaga para nós. É a oportunidade para os nossos eleitores avaliarem e votarem em candidatos daqui da região. Eu sou um dos poucos candidatos da nossa região e o único candidato a deputado federal de Itaituba. Tenho certeza que o eleitor vai levar isso em consideração e isso vai influenciar positivamente na sua decisão.

Blog do JParente – Quando você saiu de Itaituba, saiu com a expectativa de ter seu nome confirmado, mas, lá na convenção, no ardor das discussões para formar a coligação, chegou a temer ter seu nome descartado?

Júnior Pires – Com certeza! Fiquei bastante aflito, pois, chegando a Belém eu conversei com o presidente do partido, o vice-governador Zequinha Marinho, que me informou que a situação estava indefinida porque havia seis nomes colocados na mesa. Na verdade, cinco, porque a deputada Júlia Marinho já estava na lista dos candidatos.

E a gente concorreu com o pessoal de Belém, que não é fraco, que tem uma militância maior, e é a área da grande Belém que decide, então, só tinha que ficar era mesmo preocupado. Veja que nenhum dos vices escolhidos pelos candidatos ao governo do Estado é da nossa região Oeste, mesmo a gente tendo cerca de 25% dos votos! Eu fui preparado para o sim e para o não, mas, defendi nossa proposta com convicção.

JParente – Passado o susto e a pressão, agora é botar o time em campo…

Júnior Pires – A gente só vai poder sair para a rua para pedir votos a partir do dia 16, mas, nossa equipe está pronta, alinhada, estamos fortalecendo o nosso grupo, que tem recebido vários apoios, com pessoas aderindo ao nosso projeto que visa chegar à Câmara Federal. Não digo que é fácil, porque no nosso chapão a gente tem alguns deputados com mandato que vão concorrer. Eu vou lutar para me eleger.

JParente – Se os bons não comparecerem para votar no dia da eleição, os maus políticos terão campo livre para continuar assaltando os cofres públicos. Como você vê essa possibilidade de uma abstenção grande ou de votos anulados ou em branco?

Júnior Pires – Martin Luther King dizia: “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas, o silêncio dos bons”. O cenário político atual não é bom. Há muita descrença por parte da população por conta de tudo que já houve. Em todas as classes há pessoas boas e pessoas más. Não é só na política. O eleitor vai ter oportunidade de avaliar para fazer seu julgamento. Se você deixa de votar, você não tem de quem cobrar, além de deixar os corruptos à vontade. Quem pode fazer a diferença, somos nós, os eleitores. Está em nossas mãos mudar isso que aí está, e eu estou me colocando para ser avaliado pelo nosso povo”.

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