A chuva que caiu segunda-feira da semana passada continua
rendendo.
Hoje, um grupo de moradores esteve presente na sessão da
Câmara Municipal, cobrando dos vereadores maior atenção para o problema. Alguns
deles falaram de prejuízos que os moradores dos setores alagados tiveram.
Teve gente que perdeu geladeira, outros perderam sofás, além
de outros eletrodomésticos.
Quem primeiro levantou a questão foi o vereador Delegado
Conrado, que pediu providências da prefeitura e do empresário de uma área onde
o mesmo pretende fazer uma benfeitoria para a população.
Conforme foi dito, os trabalhos começaram pelo aterramento
do local, sendo esse o motivo do alamento recente, segundo foi informado.
A moradora Tarine Rodrigues usou a tribuna para falar dos
problemas causados pelo aterramento, aproveitando para dar uma cutucada nos
demais vereadores, cobrando deles mais ação para ajudar na solução do
imbróglio.
O vereador Manoel Dentista não gostou, chamando atenção de
Tarine, informando que ela não deveria usar o espaço para fazer críticas a ele
e seus colegas, mas, unicamente para tratar do assunto em pauta.
Depois disso, diversos vereadores falaram sobre o assunto,
todos eles afirmando que, embora não tinha sido divulgado, estiveram com o
prefeito Valmir Clímaco mostrando a ele a gravidade da situação e pedindo
providências urgentes.
A reclamação dos moradores é totalmente procedente no que concerne à necessidade de ser feito um trabalho o mais rápido possível para que as pessoas não tenham que conviver novamente com mais alagamentos.
A obra foi licenciada pela Secretaria de Meio Ambiente do
Município, que não tomou os devidos cuidados de cobrar um estudo dos impactos
ambientais que ela terá, pois os alagamentos em alguns pontos da cidade de
Itaituba são velhos conhecidos.
Esse problema é antigo, porém, a gestão do prefeito Valmir
Clímaco tem procurado resolver com ações de drenagem como a que foi feita na
área onde se situava a antiga Lagoa dos Patinhos, do Jacarezinho e do Igarapé
Oriundo.
Depois que os trabalhos foram concluídos, os alagamentos
diminuíram drasticamente. Só voltava a alagar quando as chuvas eram muito
fortes, mesmo assim, por um tempo bem menor. Então, um problema que já se
considerava parcialmente resolvido, voltou.
Como o verão amazônico desse ano está muito chuvoso, e
constantemente tem caído chuvas fortes, o tempo urge. Não dá para ficar postergando
a realização dos trabalhos de correção do que saiu errado nesse aterramento.
Jota Parente